segunda-feira, 26 de junho de 2017

Indicação de autores Nacionais #8

#pryindicandoumnacional



Helo my friends😉

Então vamos encarar essa segundona né gente😁
E para semana começar bem, venho indicar o livro maravilho da Escritora Mayara Carvalho, o livro Onde Fica o Para Sempre.
Ele é super interessante gente, nos faz refletir muito e nos ajuda a aceitar perdas que temos ao longo de nossa vida, mesmo sendo muito difícil.
Convido vocês a embarcarem nessa estória super envolvente e apaixonante.

Então vamos lá conhecer um pouco o livro😉



Onde Fica o Para Sempre
Livro: Onde fica o para sempre
Autora: Mayra Carvalho
Editora: Drago
Ano: 2016
Paginas: 227 

Sinopse: Olívia vê sua vida se transformar quando seu grande amor, Daniel, com quem namorava há mais de dois anos, morre em um trágico acidente de moto.
Devastada pela perda e sentindo-se culpada por sua morte, a jovem segue com a vida achando ter superado tanta dor. Em alguns momentos de introspecção, ela pensa ter visto o espírito de Daniel, mas rejeita tal possibilidade, responsabilizando por tais visões, sua mente perturbada.
Dois meses após a morte do namorado, Olívia tem sua vida revirada novamente, mas agora a mudança partiu de sua própria vontade. Mesmo com as forças extenuadas, ela segue os conselhos dos pais e das melhores amigas e vai para a faculdade de letras, com a qual tanto sonhou. Agora morando sozinha, longe da proteção da família e tendo que tocar o próprio barco, Olívia tenta juntar os pedaços e recomeçar a viver. Mas alguém não a deixa ser feliz... Daniel!
Persistente, logo na primeira semana de aula, Olívia conhece Vinícius, um rapaz encantador, de olhos misteriosos, cor de jade e bronze. O jovem foi capaz de mexer com o coração da moça. Porém, Olívia parece estar destinada à infelicidade, pois quando acha que está conseguindo superar o trauma, descobre que suas visões não eram obras do seu subconsciente... Era, de fato, o fantasma de Daniel, surgindo, não para assombrá-la, mas para alertá-la de algo que, a princípio, parecia incompreensível e assustador. Daniel usa mensagens enigmáticas que, aos poucos, vão se tornando claras para ela. Mas uma delas, por mais clara que seja, parece tão alarmante quanto difícil de acreditar. Daniel pede para Olívia: "SALVE-A!"

Mas salvar a quem?


Dividida entre a razão e a emoção, entre um amor real e um fantasma, Olívia tem uma longa jornada a percorrer, que envolve a descoberta de si mesma, o crescimento pessoal e a busca da maturidade.

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Quotes

"Eu não tenho medo do escuro, tenho medo de o escuro tomar conta de mim, e uma coisa é bem diferente da outra."


"Somos vítimas dos nossos próprios medos, das nossas angústias, dos nossos traumas, 
Somos vítimas do passado, das lembranças, dos nossos dramas, das inconstâncias,
Somos vítimas até nos tornarmos vilões, responsáveis por nossas próprias ações,
Por nossas escolhas, nossos erros e enganos."

"Sou muito mais do que seus olhos podem ver, mas estou perdida, buscando respostas da vida, talvez você seja a resposta que tenho procurado."

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Sobre a autora

Mayra Carvalho
Escritora

Mayra Carvalho nasceu no Paraná em janeiro de 1984. Atualmente mora em Sorocaba – SP. É formada em administração pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Casada há onze anos, é mãe de um filho, que tem síndrome de Down. Após o nascimento de seu filho precisou deixar a carreira na área administrativa de lado, pois os cuidados que ele demanda lhe toma um tempo muito grande. Foi então que ela se reencontrou com a literatura. Desde os onze anos escreve poesias e textos soltos, e já nessa época tinha o ideal de escrever um livro.

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Para adquirir o livro

Facebook: Onde fica o para sempre

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Então queridos, gostaram da indicação de hoje?
Espero que sim.
Bom por hoje é só.


Até a próxima,
Um bjo e um xero da Pry😘😘😘



sábado, 24 de junho de 2017

Entrevista com a Escritora Alice Raposo

Entrevista com a Escritora Alice Raposo

Olá meus queridos,

Não
Nesse sábado mais que gostoso, venho trazer uma entrevista que fiz com a escritora Alice Raposo, ela é autora do livro Maria do Sol e o Em busca do Príncipe (não) Encantado, que super recomendo.
Vem conferir, está super legal gente😉



Alice Raposo
Escritora 
Alice Raposo nasceu no maranhão. Estudou até a quarta série, quando foi passar as férias no Piauí e recebeu a notícia que não mais voltaria. Escreveu peças de teatro apresentadas na Igreja sob sua direção. Fez cursos de teatro e participou de grupos de teatro. Cursou até o quinto período de Odontologia na UFI. Depois cursou Direito no Instituto Camillo Filho. Atualmente é servidora do judiciário trabalhista.



Vamos lá.

1.Quando você descobriu que era Escritora, que queria se dedicar á esse mundo da escrita?

Desde criança eu sempre gostei de criar. Comecei escrevendo pequenos poemas, depois comecei a escrever peças de teatro que foram apresentadas em igrejas. Com o tempo fui escrevendo contos e depois livros. Agora a descoberta aconteceu aos poucos pois o nosso caminho vai sendo construindo com o agir e o seguir.

2.Como costuma surgir sua inspiração? Tem horários especiais?

Gosto de escrever quando estou tranquila, não há um horário certo. Já acordei de madrugada com uma idéia é fui escrever.

3.Que critérios você usa para criar seus personagens? Em pessoas reais ou fatos? 

Pela vida, família, amigos e por tudo que acontece em minha vida.
Eu crio o personagem e imagino como uma pessoa com certas características  naquela situação reagiria.

4.Ouve algum Escritor(a) que lhe inspirou? Qual?

Acho que tudo que lemos nos inspira de alguma forma. Vou citar alguns como C. S. Lewis, Augusto Curitiba e Machado de Assis.

5.Qual seu sentimento referente suas estórias?

Gratidão

6.Como e quando surgiu Maria do Sol?

Surgiu de um sonho que eu tive em 2013. Do sonho fiz um conto, e do conto o livro.




7.Qual o tempo de criação do Maria do Sol? E quais os contratempos?

Comecei em 2013 com o conto, depois em 2015 nos meses de julho e agosto eu finalizei.

8.Além de ser  escritor ,  exerce outra profissão?

Sim. Sou servidora pública.

9.Você já recebeu critica negativa da sua obra? Como reagiu a tal situação?

Até agora as que recebi foram positivas, pois foram construtivas.

10.Além de Maria do Sol, quais obras você já escreveu?

Em busca do Príncipe  ( não) Encantado, Guerreiros dos Mundos e os contos ( Buracos no Tempo, Chaplin e sua Rosa e Caminhos).

11.Qual o sentimento de ter seu livro publicado pela Fundação Quixote?

Gratidão, pois abriu portas para mim.

12.Qual a mensagem que você deixa para seus leitores?

Que eu me sinto muito feliz e amada ao saber que eles leram meus livros. Adoro o feedback dos leitores.


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Olá Alice, quero agradecer pela atenção, e tempo disponibilizado, que nossa parceria possa durar e trazer muito sucesso para ambas as partes. Que sua obra alcance muito sucesso!!!!

Muito Obrigada mesmo.

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Então queridos, gostaram da entrevista? Espero que sim😊
Segue abaixo como encontrar a Alice e saber mais sobre seu trabalho😉

Redes sociais da autora Alice Raposo:
→Instagram: @alicenopaisdapoesia
→Facebook: https://www.facebook.com/alicenetaraposo/ 


E agora me despeço de vocês, deixem seus comentários😉


Até a próxima,
Um beijo e um xero da Pry😘😘😘



sexta-feira, 23 de junho de 2017

Indicação de Autores Nacionais #7

#pryindicandoumnacional


Olá queridos leitores😊
Estou um pouco atrasada na minha indicação dessa semana, mas é por um bom motivo que breve anunciarei á vocês😉

Bom, hoje trago a indicação dos livros do Escritor Fernando Risch, são livros surpreendentes e bem rápidos de ler, tenho certeza que vão gostar bastante dessa leitura, eu super indico😉

Então vamos lã conhecer essas maravilhas.


Hotel California 
Autor: Fernando Rich
Editora: Multifoco
Páginas: 174
Gênero: Ficção
Sinopse: Inspirado na famosa música Hotel California da banda norte-americana The Eagles, o livro homônimo recria de forma romantizada a história obscura por trás do hit. Citando de forma linear a letra parafraseada da canção no desenvolvimento da obra e interpretando-a através de  teorias sobre sua origem, Fernando Risch conta a história de Johnny Eagle, um fora da lei que, em uma noite de cansaço, se hospeda em um hotel de beira de estrada e vê seu presente colidindo com seu passado, remontando sua vida, enquanto tenta entender os enigmas do local. Entre teorias sobre manicômio, inferno e vício em drogas, as obscuridades de Hotel California remontam uma história de mistérios que parece não ter fim.

Em Hotel California o autor faz despertar todos nossos remorsos e dúvidas, nos levando a vários pensamentos, com certeza uma leitura prazerosa e surpreendente.



O Homem e seus Demônios
Autor: Fernando Risch
Editora: Multifoco
Páginas: 216
Gênero: Romance

Sinopse: Ao tentar alcançar seus sonhos, Farris Knox se aterroriza com as infindáveis dúvidas que serão postas em seu caminho e não há bebidas suficientes para tranquilizar sua alma. Como ao utilizar restos humanos para fabricar sabão, o escritor usará as mesmas inquietações de George Orwell, Charles Bukowski, Ernest Hemingway, F. Scott Fitzgerald, Edgar Allan Poe e José Saramago em seu Livro do Fim. Ou seria em O homem e seus demônios? O mundo se esvai em repetições e o fim, todos sabem, nunca é feliz.
O Homem e seus demônios não se trata de terror, pelo contrario, é uma leitura bem divertida, cheia de altos e baixos da vida, nos mostrando que não precisamos de muito para ser feliz.


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Querem conhecer mas sobre essas maravilhas? 
Vou deixar abaixo como adquirir e entrar em contato com o autor😉


Contatos do autor:

Links de Compra:

http://editoramultifoco.com.br/loja/product/o-homem-e-seus-demonios/



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Bom queridos, espero que tenham gostado das indicações, e tenham a oportunidade de ler essas maravilhas😊

Por hoje é só,
Até a próxima.

Um bjo e um xero da Pry😘😘😘



quinta-feira, 22 de junho de 2017

Resenha do Livro A Outra Chance

Resenha de A Outra Chance do Autor Afonso Celso

Olá leitores queridos,
Tudo bem com vocês? Espero que esteja tudo as mil maravilhas😊

A escrita do Celso me surpreendeu bastante, fiquei bastante tocada com a leitura, fiz essa leitura no ano passado, e só agora consegui postar sua resenha, pois não poderia deixar de passar á vocês essa leitura super reflexiva.
Espero que consiga passar um pouco sobre o que li para vocês, e que tenham a oportunidade de ler e refletirem também😉.

Então vamos ao nosso passeio em A Outra Chance.


A Outra Chance
Autor: Afonso Celso Brandão de Sá
Editora: Chiado
Paginas: 198
Sinopse: Nem sempre o homem é o senhor de suas decisões. Há certas circunstâncias em que o sentimento supera a razão e para todo o sempre há uma voz superior. O homem é o senhor do seu destino, mas ele deve responsabilidades a um ser superior.Um vírus mortal ataca a humanidade e coloca-a em risco de extinção.Um homem, designado por uma força superior para salvá-la descobre, afinal, a razão da existência dessa ameaça e porque fora escolhido para tal missão. No entanto, um preço muito alto terá que ser pago para conseguir esse objetivo. Mesmo sem querer, ele tem uma missão que terá que cumprir a qualquer custo, independente de sua vontade.Descubra os desígnios da humanidade, porque estamos aqui e se merecemos estar aqui.


“Nem sempre o homem é o senhor de suas decisões”. essa frase faz jus a todo o contexto do livro, pois o homem não manda em nada, e sim Deus.


"A Outra Chance" gira em torno de um reencontro entre três amigos, que ha muito não se viam e um deles possa á contar uma estoria de um homem chamado Luiz, que era um advogado bem sucedido e ambicioso, com dois sonhos: se tornar promotor e se casar com Sônia, sua namorada.


Quando tudo parece está dando certo, ele passa em um concurso para promotor, Luiz se depara com uma má notícia, que o faz sentir uma grande angustia.
O mundo estava sendo abalado  por um vírus perigoso chamado de "o vírus do século", onde estava matando inúmeras pessoas, e ninguém consegue achar uma cura, a explicação dos cientistas é que a culpa é do homem, que ataca, desmatando a natureza.
Luiz consegue casar-se com sua namorada, constrói família, mas tudo que temia acontece.
O vírus TR-35 chega á sua família...


O que ele não sabia era que tinha sido escolhido...mas escolhido para quê...qual seria sua missão...como faria para obter uma resposta...
"Nem sempre o homem é o senhor de suas decisões"...você verá que essa frase diz muito mais, que uma simples frase de um livro, nos leva a pensar no que vivemos nos dias de hoje.

,



O livro tem uma leitura simples e fácil, sem falar que é bem curtinho, eu o li em um dia regado á um bom vinho 😊. 
Eu gostei muito, é um dos gêneros que gosto, o que facilitou muito a leitura fluir rápido. Lembrei de vários filmes apocalípticos que já assisti, de certos vírus devastarem a humanidade, ver o caos, o desespero, uma completa falta de esperança e saber que tudo aquilo poderia ser diferente, caso o ser humano fosse diferente. 

Ele relata fatos e coisas parecidas com o que vivenciamos em nosso dia-a-dia, uma delas é a grande intolerância entre os seres humanos, o que nos deixa uma grande reflexão após a leitura.


“Só contemplando esta beleza infinita é que se pode ver como Deus foi tão generoso na sua concepção.”



Quer saber mais sobre a estoria de Luiz... então corra e compre seu exemplar.


E-mail: afonso@afonsocelso.com.br
Facebook: Afonso Celso Sá
Instagran: @afonsocelsosa 



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Então meus queridos, essa foi minha resenha desse livro super envolvente, espero que tenham gostado, se gostaram deixem seus likes e comentários😉

Até a próxima,
Um grande bjo e um xero da Pry😘😘😘


quarta-feira, 14 de junho de 2017

Entrevista com o Escritor Daniel Nonohay

Entrevista com o Escritor Daniel Nonohay

Olá queridos leitores!!!

Vamos de entrevista😊

Hoje trago a entrevista que fiz com o Escritor Daniel Nonohay, ele é autor do livro maravilhoso Um Passeio no Jardim da Vingança.
Um Juiz do trabalho, que se tornou escritor,nossa ele tem muito á nos contar.
Para começo de história, amei seu livro da capa ao fim, surpreendente, e breve postarei minha resenha dele.

Então vamos conhecer esse talento Brasileiro.



Daniel Nonohay
Escritor 
Nasceu em 1973 e mora em Porto Alegre. É casado e pai de duas filhas. Juiz do trabalho, escreveu o seu primeiro romance à mão, em dois cadernos pautados, quando tinha 17 anos. É autor de artigos técnicos, na área do Direito, e políticos que foram publicados em livros, jornais e sites. Organizou livros de coletâneas. É colorado. Atuou como professor e é pós-graduado em Direito do Trabalho, Direito Processual do Trabalho e Direito Previdenciário. Foi Presidente da Associação dos Magistrados do Trabalho do Rio Grande do Sul. Atualmente, aproveita cada segundo livre para escrever, a sua grande paixão (depois, é claro, das “suas mulheres”).

Vamos as perguntas😉

1.Quando você descobriu que era Escritor, que queria se dedicar à esse mundo da escrita?
Eu sempre fui apaixonado pela leitura. Desde criança. Comecei com histórias em quadrinhos e para os livros. Meu pai e minha madrinha liam muito. Fui favorecido com estes exemplos e com a facilidade de acesso à literatura, algo muito raro em nosso país.
Era uma época pré-internet, pré-videogame e com televisão aberta restrita a quatro ou cinco canais, quando o sinal pegava. Dependendo onde você morasse, sequer TV aberta havia. A criança não tinha muitas opções para fugir da realidade, principalmente quando estava sozinha em casa. As revistas e, depois, os livros eram as portas que te levavam para outros mundos.
Minha paixão por literatura me levou a querer ser escritor. Assim, posso dizer que sempre quis ser escritor, assim como quis ser juiz.  A vida, contudo, impõe-nos algumas decisões e, por volta dos vinte anos, tive que privilegiar um dos sonhos.
Em verdade, escrever é grande parte do que faço no meu dia a dia na Justiça. Analiso histórias, tento aplicar a lei de uma forma justa e dar solução às controvérsias. Óbvio que a escrita técnica é diferente, mas a tentativa de buscar clareza, lógica e precisão é a mesma, seja na sentença, seja em um suspense, seja em uma crônica.
De certa forma, tudo está interligado. Passam pelos meus olhos, nos processos, milhares de tragédias e comédias. Finais felizes e finais tristes. Histórias que servem como um manancial praticamente inesgotável para o escritor minimamente atento. Se eu escrevesse sobre algumas delas, o público certamente acharia o texto inventivo ou “forçado” demais. Como se diz, a realidade não tem compromisso com a coerência e os casos que analiso me lembram disso a todo momento. Se você é alguém que presta atenção ao seu redor, a realidade é um lugar incrível de se viver.
Passados dezesseis anos da minha posse como juiz, eu resolvi finalmente atender a minha necessidade de contar aquelas histórias que fluíam, mesmo sem eu as provocar, nos mais estanhos momentos.

2.Como costuma surgir sua inspiração? Tem horários especiais?
Eu acredito em rotina, organização, concentração e persistência.
A inspiração existe. Eu sei quando estou inspirado. A escrita flui melhor e mais rápida. As ideias jorram e eu quase não consigo acompanhá-las. A inspiração, contudo, é traiçoeira. Aparece quando quer e em horas improváveis. O ideal é que ela lhe pegue prono para escrever.
De qualquer modo, para escrever obras maiores, você não pode contar com a inspiração. Deve contar com a constância do seu trabalho, que deve ficar no mínimo bom mesmo sem ela. 

3.Que critérios você usa para criar seus personagens? Em pessoas reais ou fatos?
A construção de personagens sólidos é essencial para a verossimilhança da história. Com personagens consistentes, o livro praticamente caminha por si só. O escritor, neste processo, torna-se um companheiro dos seus personagens.
Se você consegue criar personagens assim, basta colocar os contextos e eles respondem, levando a trama, inclusive, para locais que não imaginou previamente. É algo muito semelhante ao que Stephen King fala em seu livro Sobre a Escrita, na parte em que comenta o seu processo criativo.
Esta construção pode ter como base pessoas que conhecesses, mas não gosto da transposição de “cópias” de personalidades reais para o papel.
Por exemplo. Um Passeio no Jardim da Vingança gira em um meio, o jurídico, que frequento. Vários conhecidos, ao lerem o livro, tentam identificar quem inspirou cada personagem. Na verdade, não são inspirados em ninguém, individualmente. Essa inspiração facilitaria a construção do personagem, pois ele já está delineado na vida real, mas limita muito a narrativa. Você perde a naturalidade da escrita. Mesmo inconscientemente, não queres fazer o seu amigo, que lerá o livro depois, assim como a família dele, ser um calhorda ou um anjo. Não quero este tipo de interferência no desenvolvimento da obra.
Interessante que, exatamente pela ação dos personagens, a evolução do Passeio ficou diferente da história que imaginei, originalmente. Eles não respondiam satisfatoriamente ao que eu tinha projetado. Determinadas reações ficariam forçadas ou contraditórias com o desenvolvimento de personalidade que eles tiveram no curso da trama.
No livro que atualmente estou escrevendo, tentei quebrar esta regra e não consegui. Um dos personagens era inspirado no meu pai. A história começou a ficar artificial. Não fluía. Assim, mantive apenas algumas referências, redesenhei o personagem e consegui seguir em frente.

4.Ouve algum Escritor (a) que lhe inspirou? Qual?
Pergunta difícil.
Gosto de escritores de frases curtas, diretas e significativas, como o Hemingway. Escrever assim é um desafio. Caso consigas, o texto resultante é claro e translúcido, deixando espaço para a história fluir. Gosto, também, do estilo simples e eficiente do Haruki Murakami. Entram na lista, ainda, por outros atributos, Philip Roth, Philip K. Dick e George RR Martin.
Se eu fosse obrigado a escolher apenas um, seria o Stephen King. Eu o leio desde adolescente. Mesmo mudando com as naturais modificações de gosto que ocorrem no correr da vida, sempre o considerei um ótimo escritor e sempre tive prazer com seus livros. Isto tem um significado.  King constrói bem seus personagens e consegue fazer você acreditar e se divertir com as ideias e histórias mais estapafúrdias.
       
5.Qual seu sentimento referente suas estórias?
Eu sou o meu primeiro leitor. Tenho que gostar da história quando a escrevo e, depois, quando a leio. Óbvio que vejo defeitos, inconsistências e outros problemas no texto, mas isso não pode se sobrepor à “diversão” neste processo. Isto vale para comédias, dramas e todos os outros gêneros.
       
6.Como e quando surgiu Um Passeio no Jardim da Vingança? 7. Qual o tempo de criação de Um Passeio no Jardim da Vingança? E quais os contratempos?
Há cerca de três anos, decidi que estava na hora de escrever ficção de forma “séria”.
Entre a decisão e a última revisão, o processo de escrita demorou cerca de dois anos. Como escrever não é minha principal ocupação profissional, tinha que encontrar tempo à noite, nas férias e nos finais de semana. Apesar do pouco tempo disponível, foi um processo divertido, de descoberta de técnicas de escrita e de autoconhecimento.
Como surgiu?
Personagens com moralidade duvidosa e fortes motivações sempre me atraíram. Retirar tudo de alguém e deixá-lo vivo, somente agarrado ao desejo de vingança, é uma posição de onde se originam grandes histórias, como a de Edmond Dantés, em O Conde de Monte Cristo.
Paralelamente a isso, como disse, escrevo o que gosto de ler e tenho predileção por histórias de ficção científica e fantasia. Elas permitem um exercício maior de criação pelos autores, pois, além da história em si, dos personagens e de outros elementos, há uma exigência de construção detalhada do enredo e do mundo no entorno dos personagens
Como terceira fonte para a construção da história utilizei um meio, o jurídico, que frequento há muitos anos por ser juiz. Como diz Tolstói, fale da sua aldeia e estarás falando do mundo.
Esses foram os ingredientes que coloquei no caldeirão onde fiz o Um Passeio no Jardim da Vingança.

8.Além de ser  escritor,  exerce outra profissão?
Sim. Como referi, sou juiz do trabalho.

9.Você já recebeu crítica negativa da sua obra? Como reagiu a tal situação?
Recebi, embora menos do que pensei que fosse receber.
Um Passeio no Jardim da Vingança é o livro que eu queria ler. Não fiz concessões para facilitar a leitura ou a venda. A verdade nele é crua, há cenas muito fortes e são abordados temas, como religião e sexualidade, tabus para muitos. A forma de construção, com múltiplos focos narrativos e cronologia alterada também não a tornam uma obra “para iniciantes”.
Encaro todas as críticas com naturalidade e tento vê-las pelo lado positivo, subtraindo o que elas têm de verdadeiro.   

10.Além de Um Passeio no Jardim da Vingança, quais obras você já escreveu?
Quando eu estava cursando a faculdade de direito, arranjei um trabalho como representante (vendedor) de produtos químicos e siderúrgicos na empresa de um amigo. Naquela época, afora quando estava no telefone vendendo ou operando a máquina de telex (uma precursora do fax e do e-mail), não tinha nada para fazer. Ou lia ou ... escrevia. E foi o que fiz. Meu primeiro livro saiu ali, escrito à mão, em cadernos pautados. Nunca foi publicado e nunca será.
O livro, chamado O Analista, passava-se no Brasil, em 2028, e trabalhava com a hipótese de Maluf ter ganho as eleições de 1985 e de não ter dado certo a distensão democrática. O personagem principal era um mercenário, contratado para operar uma célula terrorista em Porto Alegre.
A ideia da história, para a época, era interessante, mas foi uma obra de formação. Quase um exercício para aprender como se escrevia um livro. Era preciso muita persistência para escrever obras grandes antes do processador de texto. Eu escrevia a mão, revisava, reescrevia em outro caderno. Depois, datilografava. Por essas e por outras coloco o processador de texto no meu altar de adoração.
Hoje em dia escrevo, semanalmente, crônicas que publico no meu site (www.danielnonohay.com.br), bem como em jornais e revistas diversos. Faço, ainda, críticas de cinema e resenhas literárias para os sites NoSet (http://noset.com.br), Homo Literatus (http://homoliteratus.com) e Novo Nerd (http://novonerd.xpg.uol.com.br). Confiram e indiquem!



11.Qual o sentimento de ter seu livro publicado pela Editora Talentos da Literatura Brasileira?
A Editora Novo Século, por meio do selo Talentos da Literatura Brasileira, atende a um nicho de mercado “carente” no Brasil. Escritores iniciantes, com algum capital, que querem fazer uma parceria para o lançamento da sua obra, sem aguardar um período longo e incerto para a publicação
A editora atendeu às minhas expectativas. A revisão, edição e impressão do Um Passeio no Jardim da Vingança foram ótimos e estou satisfeito com a relação que mantenho com a Editora.

12.Qual a mensagem que você deixa para seus leitores?

Fundamentalmente, espero que os meus leitores sejam tragados pelo universo do livro e que se divirtam neste processo. Meu objetivo sempre foi este: criar e contar uma boa história. A ideia de outros compartilhando esta história é fantástica. Leiam, critiquem e comentem. Na medida do possível, responderei a todos os que me contatarem.

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Nossa gostei muito de sua entrevista Daniel, quero agradecer pelo tempo disponibilizado, desejo que sua obra alcance todo sucesso possível.
E que venham novas histórias, por que estou ansiosa para ler mas obras suas.
Muito obrigada mesmo.

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Para saber mais sobre o Daniel e seu Livro, basta acessar os links a baixo.



Bom queridos, por hoje é só, nos vemos em breve.

Até a próxima,
Um Bjo e um Xero da Pry😘😘😘😘